A beleza na deficiência...

E se esse fascínio for forte ou alimentado - não sei exatamente como - acho que se pode transformar em devoção. Uma espécie de devoção. É um conceito que eu gosto de associar.”
Queres explicar melhor a devoção?
“Por exemplo, o livro do Gonçalo M. Tavares, o Jerusalém. Eu não pego naquele livro da mesma forma como pego noutro... Eu sinto devoção ao pegar naquele objeto porque é belo. Quando eu ouço uma música, por exemplo,” The Spirits Carries On” dos Dream Theatre, eu não estou exatamente a ouvir uma música…eu parece que estou... é uma devoção…leva-me para onde eu não estou. Portanto, é algo espiritual. A mesma coisa para o amor. O amor é também uma devoção.”
Rui Machado, psicólogo, poeta, contista, cronista, ativista e diretor do CAVI (APPACDM, Porto)





